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Era uma
guerra que tinha começado algumas semanas antes. Sem nenhuma declaração formal, sem
nenhum aviso prévio sem ultimato. E ainda por cima sem a sua presença. Foram apenas
alguns dias de febre que a obrigaram a ausentar-se do beco onde passara quase uma vida
inteira sentada e logo tinha sido desalojada. Quando voltou, o lixo já se tinha apossado
do seu lugar. Pediu-lhe que se retirasse, mas foi ignorada e desprezada. Protestou um dia
inteiro. |
| Dados Biográficos |
Nascido em Catió, Guiné, em 1958, é engenheiro electrónico formado pela Universidade de Dresden (Alemanha), economista e investigador social.
Abdulai Sila é também uma das mais destacadas vozes da literatura guineense contemporânea e iniciador de uma corrente ficcional original, sendo autor do que é considerado o primeiro romance guineense, Eterna Paixão
Depois deste romance inaugural, a importância desta obra cuja temática se centra principalmente na transformação pós-colonial da sociedade guineense, tem sido confirmada nos seus romances.
Abdulai Sila foi co-fundador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas; co-fundador da primeira editora privada, a Ku Si Mon Editora e co-fundador da revista cultural Tcholona.
| Obra |
| Romance: | |
| Eterna Paixão (1994) | |
| A Última Tragédia (1995) | |
| Mistida (1997) | |
| Comentários |
Nas suas obras Abdulai Sila consegue imprimir um ritmo interessante ao texto. Tem uma plasticidade já conhecida e não necessariamente ilustre, mas aqui e ali reserva surpresas interessantes. Por exemplo, o recurso a termos Kriol é muito bem feito.
Carlos Lopes
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